Cultura e Adjacências: Orquestra 7 Cordas
17 07 2008Não consigo ter ídolos. Já tentei. Admiro muito muita gente, e talvez isso me atrapalhe na hora de escolher uma ou outra figura para colocar num altarzinho. Estou falando de cultura, mesmo, e do grande número de bons artistas que temos neste país. Principalmente na música popular, rica e diversificada como em poucos lugares no mundo.
Mas se alguém me dissesse - aliás, como acontece todos os dias - “você tem 30 segundos para escolher um fã clube para se filiar, caso contrário o universo vai explodir”, eu faria a carteirinha do fã clube do violonista Yamandu Costa. Fundava um, na verdade, pois pelo que vi por aqui ainda não existe.
Conheci o som do Yamandu em 2001, quando o músico venceu o prêmio VISA Edição Instrumental aos 20 anos de idade, e a imprensa divulgou amplamente a conquista do “novo prodígio” da música brasileira, que deixara sua marca na competição com uma interpretação inigualável de “Brejeiro”, composta por Ernesto Nazareth.
Mas quem acompanha de perto os círculos da MPB provavelmente já conhecia ou ouvira algo sobre o instrumentista, que, àquela época, assim como hoje, rodava botecos e festivais de música no Brasil e exterior carregando seu violão.
Yamandu é completo, surpreende a cada execução. A cada composição. E sua ousadia no campo rítmico é notável.
No vídeo a seguir - trecho do documentário “Brasileirinho” (2005), do diretor finlandês Mika Kaurismäki -, Yamandu fala um pouco sobre sua origem musical e sobre o violão de 7 cordas.
Toca um pouquinho, também.
por Thiago
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Tags : Música Instrumental, MPB, Violão, Yamandu Costa
Categorias : Cultura e Adjacências, Thiago Peres





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