Extra! Extra! Brasileiro prende ladrão de calcinhas no Japão

29 05 2008

É uma reclamação comum que grande parte das notícias de brasileiros no exterior costumam estar relacionadas com criminalidade. E do lado oposto ao da lei. Por isso vamos dar uma salva de palmas a James Luiz Lima Sugahara, que fez bonito com a imagem brazuca no Japão, ao prender dentro de uma cabine telefônica um ladrão de calcinhas que aterrorizava a sua vizinhança.

Por mais que seja engraçado por aqui, o roubo de roupas de baixo é um crime relativamente comum no Japão. Ouvi que é uma recomendação básica aos recém-chegados não colocar cuecas ou calcinhas dando sopa secando perto da janela. A obsessão do povo do sol nascente vai ao ponto de existir lojas especializadas na venda de calcinhas usadas. Não estou certo se eles vendem as pequenas afanadas. Até onde sei esse tipo de crime é para, digamos, consumo próprio.

Confira no link abaixo a matéria completa no site do jornal Tudo Bem. Vale dar uma olhada ao menos pela foto impagável do nosso herói sendo homenageado pela polícia em uma cerimônia. Também, o ladrão apareceu na casa vizinha à da mãe de Sugahara. Há de se concordar que qualquer um faria o mesmo.

http://tudobem.uol.com.br/2008/05/30/brasileiro-prende-ladrao-de-calcinhas-no-japao

por Solari





Cultura e Adjacências: Meio Ambiente e Naftalina

29 05 2008

[CC:Mike Rosales]

Em meados do ano passado, fui no 2º Fórum Paulista de Jornalismo Ambiental, evento organizado pelo Instituto Envolverde (http://envolverde.ig.com.br). Um dos palestrantes, o jornalista André Trigueiro, do GloboNews, fez uma observação que me faz refletir até hoje: “Sou contra a criação de editorias de meio ambiente nos veículos de comunicação”, disse Trigueiro. “A questão ambiental tem que estar presente em todos os setores, impregnada nos jornalistas. Meu receio é de que a criação de editorias específicas sobre o assunto torne o problema refém de uma gaveta de escrivaninha, dentro de uma redação” (registro: as palavras não foram exatamente essas, mas a essência confere).

Ontem, em reportagem do Jornal da Globo, um funcionário do Ministério do Meio Ambiente falava claramente que a pasta não tem função estratégica alguma. Isso não é novidade, a ex-ministra Marina Silva sempre reclamou da falta de peso de suas opiniões sobre as decisões do governo. Aliás, não foi à toa que o novo ministro Carlos Mink assumiu a posição peitando todo mundo - com Marina, símbolo de luta pela preservação da Amazônia, pedindo a conta em meio às pressões externas decorrentes de discussões sobre uma eventual falta de alimentos com a expansão dos biocombustíveis - um dos símbolos da era Lula -, Mink deixou claro que não irá fazer o papel do substituto café-com-leite. E isso nem seria condizente com sua história - mas foi um recurso de comunicação, esse é o ponto.

De qualquer forma, a preocupação de André Trigueiro com a questão ambiental nas editorias de jornais, revistas e outros veículos informativos, pode ser transposta para a Esplanada dos Ministérios. O Ministério do Meio Ambiente é a tal escrivaninha perdida na redação. Todo esse discurso que existe na sociedade, e aqui me refiro ao dia-a-dia das pessoas, de que separar um lixinho aqui ou deixar a torneira por menos tempo ligada acolá já representa um imeeeeenso avanço para a preservação do meio ambiente, não tem validade no jogo do poder. No campo político, por mais que pareça o contrário, o assunto só tem vida com a adoção de uma postura bem simples, com estrutura de conto de fadas: importar-se com ele; ou não.

por Thiago





Tecnosfera: Resposta para e-mail alienígena deve chegar em 2015

26 05 2008

Pelo menos é o que acredita o astrônomo japonês Hisashi Hirabayashi que enviou a imagem acima, e 12 outras, para o sistema Altair, que fica a 16 anos-luz da Terra. Segundo os cálculos de Hirabayashi, o sinal de rádio, enviado em 1983, chegou ao sistema de Altair em 1999 e caso alguma forma de vida inteligente tenha conseguido decodificá-lo, devemos aguardar uma resposta para 2015. Isso se os alienígenas não acreditarem que se trate de spam deletem a mensagem… Ok, ok, isso foi infame. Prometo me comportar melhor no restante do post.

Antes de trabalhar com algo relacionado com o Japão, possuía uma impressão infundada de que o povo japonês era um pouco maluco. Agora que tenho contato diário com sua cultura, tenho fundamentos para minha impressão. E todo dia aparece mais. O Hirabayashi é só a bola da vez.

Por sinal, sou eu o único que fica meio inquieto com a idéia de ficar enviando convites de invasões espaço afora para civilizações avançadas? Mas agora também o estrago está feito. De volta ao assunto.

Como podemos ver, as imagens trazem informações importantes sobre a vida na Terra. Um índice das folhas enviadas, o fato de que evoluímos de formas de vida aquáticas e vivemos em núcleos familiares com anões. Na imagem abaixo podemos ver a população mundial da época, uma lista de números primos, a quantidade de genes no DNA humano, a foto de um velhinho asiático e, por motivos que ficarão mais claros adiante, a fórmula do etanol. Só faltou avisar que nós temos a carne tenra e macia quando assada.

Repare nessa segunda imagem. A palavra “TOAST” pode ser vista ao centro e à direita. Ela está ao lado do ideograma para “kanpai” ou o bom e velho “saúde” ao bater de copos. O motivo? “Eu tive a idéia de enviar a mensagem enquanto bebia”, admitiu o próprio Hirabayashi, quando sua mensagem foi descoberta recentemente no Observatório Astronômico Nishi-Harima. “Os alienígenas provavelmente não vão entender essa última parte”. Não os culpo. Daqui da Terra mesmo eu estou tendo dificuldade de entender essa história.

É isso aí gente, agora o remédio é esperar mais sete anos pra ver no que vai dar. E se os conquistadores do espaço chegarem em 2015, a gente já tem a quem culpar.

por Solari

via: [Pink Tentacle][Gizmodo]





Desporto: Confrontos Jordan x Dominique

24 05 2008

A “Flight”, por Michael Jordan

Eu havia prometido escrever, em complemento ao post da coluna Desporto da semana passada, alguma coisa sobre os confrontos entre Michael Jordan e Dominique Wilkins nos campeonatos de enterradas da NBA - Slam Dunk Contest - de 1985 e 1988, edições em que se enfrentaram.

Como vocês podem ver no vídeo, a plasticidade dos movimentos de Jordan e Dominique impressiona; é algo difícil de ser superado. E há outra coisa que chama atenção para os confrontos: os dois atletas não eram jogadores medianos da NBA que davam boas cravadas. Ambos eram ídolos de suas equipes.

Mais ainda Jordan, é claro, o maior jogador de basquete de todos os tempos. Não sou saudosista, mas tenho imensa dificuldade em imaginar um atleta de “bola ao cesto”, como diria meu avô, que venha a ter mais habilidade que o eterno número 23 do Chicago Bulls.

O primeiro confronto entre os dois jogadores ocorreu em 85, como havia dito, e Dominique levou a melhor. Duas coisas interessantes podem ser observadas nas imagens dessa edição do torneio:

1. Jordan, novinho, usava um uniforme do Chicago que logo seria abolido - em todos os títulos da equipe, sob sua liderança, foi usada a clássica camisa com o “BULLS” impresso na frente;

2 . Jordan já lança mão, nesse campeonato, da enterrada “Flight”, em que salta da linha de arremesso livre, que o ajudou a levantar os canecos de 1987 e 1988.

Bom, no campeonato de 87, vencido por Michael, Dominique, machucado, não participou. A grande revanche ocorreria em 88. E desta vez deu Jordan - sua última participação no torneio (somando 3, no total). Dominique voltaria a vencer o campeonato em 90, ano em que participou pela última vez (no total, 5 participações).

Nenhum atleta até hoje venceu o Slam Dunk Contest por mais de 2 vezes. Aqueles que tiveram duas vitórias, além de Michael Jordan e Dominique Wilkins, foram Jason Richardson - ambas quando jogava pelo Golden State Warriors -, e Harold Miner - as duas conquistas ocorridas na época em que era jogador do Miami Heat.

por Thiago





Paulistano e paranóico: Eu não sou ladrão!

24 05 2008

[Foto: CC//Sampaist]

Meu programa favorito de final de semana: andar dois quarteirões até a Livraria Cultura, pegar um bom livro na prateleira, ler no sofá, almoçar, pegar o mesmo bom livro na prateleira, ir embora só quando ele estiver acabado ou quando fecharem o estabelecimento. Se me deixassem levar vinho lá pra dentro eu não saía nem arrastado.

Se você lê essa coluna há algum tempo e seu cérebro ainda não ficou completamente obtuso com o excesso de lixo transmitido na televisão, já deve ter percebido que eu advogo uma relação um tanto, digamos, “próxima” com os livros. Gosto de carregar comigo os meus próprios volumes, mesmo que não os leia, como se eles fossem dotados de algum tipo de poder totêmico ou xamânico. A verdade é que me sinto nu quando ando sem os meus livros. Como se tivesse deixado um naco de mim em casa. Posso esquecer de sair vestindo cueca (já aconteceu), mas não esqueço do meu Quixote (atualmente na terceira releitura).

Até mesmo quando vou à Cultura para ler os livros de lá, não me abstenho de levar os meus volumes. Meus bebês.

E aí que mora o problema. Com aqueles malditos sensores nas portas das livrarias. Aquelas pragas tecnológicas deviam apitar quando um livro está sendo roubado, mas qual não é a minha sorte que eles resolvem apitar toda vez que eu passo!?

Pior, tem vezes que eles não apitam na minha entrada, MAS SÓ QUANDO EU SAIO! Não consigo pensar em nenhuma resposta coerente além de que os tais sensores devem ser dotados algum tipo de consciência e com um senso de humor bem negro também.

Toda vez que eu vou embora é aquele sofrimento. Olho para os sensores. Os sensores olham para mim. Tal qual a esfinge observando Édipo. “Decifra-me, ou eu apito”, parece dizer. Eu tento em vão me comunicar mentalmente com a máquina. “Caro sensor”, penso eu, “Por favor. Se sua mente fria de metal pode conceber o significado da palavra ‘caridade’ peço que me deixe passar sem ser importunado”. O sensor me observa inerte. Arrisco-me e…

Blé blé blé blé blé.

É lógico que os funcionários já estão acostumados que a máquina do capeta apite vez ou outra, que não significa que o cliente está roubando. Mas fica a dúvida. Fica a indelével dúvida pairando no ar. Os demais clientes também me olham com aquela cara de “onde já se viu rapaz tão novo ficar roubando livros”. Eu sinto em seus olhares. Todos eles. Me julgando. Me medindo.

O pior é que essa situação é igual a cair em areia movediça, quanto mais você se debate, mais rapidamente afunda. É como um louco que berra acerca de sua sanidade enquanto é arrastado pelos enfermeiros. Quanto mais ele grita, mais pinta de maluco o sujeito tem.

Já tentei abrir a minha mala e mostrar a todos em volta, balançar nas mão os recibos que provam que os livros foram adquiridos legitimamente (sim, eu passei a andar também com o recibo dos meus livros), mas isso só piora a situação. Tudo o que me resta e baixar a cabeça e seguir em frente, sentindo os olhares julgadores perfurando minha alma.





Tecnosfera: Tá procurando alguma coisa?

22 05 2008

Bom, nesta semana, a Tecnosfera ficou por minha conta - vocês já viram que o Solari, sujeito cumpridor de seus deveres, já postou a coluna Cultura e Adjacências.

Então, indo direto ao ponto, chamou-me a atenção, semana passada ou na outra, não me lembro bem, o lançamento experimental de um novo mecanismo de buscas pelo Yahoo!, chamado Glue Pages.

Glue Pages: nova ferramenta de buscas em fase de testes pelo Yahoo!

A idéia do recurso é propiciar ao usuário, além daqueles links que aparecem após a procura com o uso de uma palavra-chave, uma série de informações visualmente mais atraentes e pontuais num primeiro momento, ou seja: juntamente com texto, a inserção de imagens, vídeos, tabelas, etc. - depende do objeto da pesquisa -, decorrentes de sites de veículos informativos, Yahoo Groups, Yahoo Answers, Flickr, Wikipedia, Google Blog Search…

Em outras palavras, e com um pouco mais de detalhes: após a pesquisa feita pelo usuário, organizam-se, do lado esquerdo da tela, os conhecidos links selecionados por relação com o termo digitado. Já do lado direito, as tais informações com maior apelo visual e caráter mais incisivo “ao primeiro olhar” (essa expressão é meio Wando, mas tudo bem…), selecionadas de alguns sites mais conhecidos, aparecem na tela.

Fiz questão de deixar em negrito “num primeiro momento” e “ao primeiro olhar” pois a idéia do Yahoo! é criar um mosaico de referências que orientem o usuário de forma mais efetiva logo na primeira página após a busca. Ou, nas palavras de Gopal Krishna: “A pesquisa com o Glue Pages proporciona uma experiência que vai além dos links. Os usuários recebem resultados mais relevantes e chamativos de toda a internet, em uma página.”

Não conhecem o Gopal? Mesmo?! Ahhh…

Gopal Krishna é executivo do Yahoo! na Índia. Aliás, meus amigos, o Glue Pages somente está disponível, até o momento, no Yahoo! India (www.yahoo.in). E mais: o mecanismo de buscas, em fase de testes, por enquanto funciona para pesquisas sobre um número determinado de temas, como “saúde”, “esportes” e “finanças”, por exemplo. Mas é bem interessante, e não vejo razões para que não seja adotado por todos os portais do grupo.

por Thiago





Cultura e Adjacências: O Grande Ditador

21 05 2008

Essa semana eu e o Thiago estamos fazendo uma troca de colunas porque, bem, o blog é nosso e a gente faz o que quer. Essa é a minha contribuição para a Cultura e Adjacências e o Thiago cuidará da Tecnosfera dessa semana.

Um antigo professor de teatro me disse que sentia inveja das pessoas que não conheciam os filmes de Charles Chaplin porque eles vão poder ainda descobri-los. De meu lado, eu adoro rever os filmes de Chaplin diversas vezes.

A minha cena favorita é a cena do discurso no filme O Grande Ditador, mas a clássica cena na fábrica no Tempos Modernos está pouco atrás.

Se você não viu essa cena ou não conhece o Chaplin, faça um favor a você mesmo.

Post curto esse. O baixinho fala por si só.

por Solari





Paulistano e paranóico: Quer ser vegetariano? Seja com vontade!

17 05 2008

[Foto:CC//Carlos Jorge]

Uma hora da tarde. O ronco do estômago me lembra das necessidades alimentícias de meu corpo. Olho pela redação e vejo, com a precisão de um relógio, a fome nos olhos de meus colegas até que alguém lança a rotineira pergunta: “E aí, onde vamos comer hoje?”

Os diversos restaurantes nas proximidades da editora são uma necessidade para aqueles que, como eu, possuem uma mãe com mais boa vontade do que aptidão culinária para preparar uma marmita. Por isso eu saio junto do pessoal na hora do almoço e tolero as suas companhias um pouco mais em nome de uma melhor convivência cotidiana. Não quero que ninguém aqui me acuse de ser antipático.

É interessante notar que no microcosmo da redação os restaurantes são referidos não por seu nome propriamente, mas por apelidos “carinhosos” recebidos ao longo dos anos.

Assim temos o Self, um dos primeiros self-services a ser descoberto. Em pouco tempo desbravaram o Pobrão, bandejão por quilo de preço mais acessível, o Ricão, “onde só vai diretoria” nas palavras de um rapaz do departamento de arte, o Super-Pobrão, que é mais barato ainda, o Novão que só foi descoberto depois e o temido Albergue, estabelecimento no qual você paga seis reais e come o quanto quiser de uma comida de qualidade que vai do ruim ao letal. O nome “Albergue” se refere a uma lenda interna da redação de que o restaurante mantém os preços baixos sacrificando clientes desavisados que entram para visitar a cozinha e servindo os pedaços na feijoada. Depois de bater o olho na tal fejuca, na única vez que tive coragem de botar os pés lá dentro, não duvido de que isso seja de fato verdade. Juro pra vocês.

E por último nós temos o Vegeta. Trata-se de um recanto vegetariano freqüentado por médicos do hospital próximo e por gente com pinta de hippie, artista ou instrutor de yoga. E, no nosso caso, por jornalistas que querem de vez em quando dar uma variada depois de entupir as vias arteriais todo santo dia com animais mortos e gordurentos.

Não tenho nada contra os vegetarianos, ao menos não mais do que em relação ao restante da humanidade, mas, Deus do céu, se for pra ser vegetariano, seja com vontade!

Que história é essa de hambúrguer de soja? Picanha de glúten? Bolo de CARNE de soja? Imagino que esse bando de hiponga deve fechar os olhos depois de colocar um pedaço de lingüíça de soja na boca e tentar abstrair que vivem em um mundo encantado e fantasioso onde aquilo é uma vaca e não tem gosto de isopor. Até bacon de soja pra colocar na salada os infelizes criaram.

Quer comer carne, meu amigo? Então crie vergonha na cara, faça o favor de descer do seu palanque de busca espiritual aqui pra baixo onde vivem os mortais e dirija-se até uma churrascaria! Porque esse tipo de auto-enganação só vai te prender no ciclo de reencarnação por mais tempo. Ou longe do Nirvana. Ou seja lá que conceito oriental da moda você resolver acolher pra tentar dar sentido à sua vida. Posso até compreender os que comem soja no lugar de carne por motivos de saúde. Só que, nesse caso, chamemos o negócio de proteína de soja e não de strogonoff.

Mas pensando melhor, também encontro certa dificuldade em respeitar quem escolhe se alimentar de livre e espontânea vontade com uma comida que parece mais apropriada a coelhos e passarinhos. Nas palavras do meu bom amigo Thiago; “De que vale essa merda de vida se a gente não tem pelo menos um fator de risco?”

Diz aí se não é verdade.





Desporto: Davi e Golias nas Estrelas

17 05 2008

O primeiro campeonato oficial de enterradas foi criado em 1976, nos Estados Unidos, pela extinta ABA (American Basketball Association), que logo depois se fundiu com a NBA (National Basketball Association) - alguns times da ABA, porém, após a fusão, deixaram de existir.

O Slam Dunk Contest (nome oficial do torneio de cravadas) da NBA teve sua primeira edição organizada somente 8 anos depois, em 1984, durante o All Star Weekend - fim de semana festivo com diversas atrações ligadas ao esporte, cujo ponto máximo é All Star Game, jogo entre as seleções das conferências Leste e Oeste, em que participam os melhores atletas da temporada, escolhidos pelo público previamente.

Particularmente, acho mais interessante o torneio de arremessos da linha dos 3 pontos, também realizado durante o All Star Weekend. Mas não há dúvida de que o campeonato de enterradas é a grande atração das festividades que antecedem o Jogo das Estrelas - embora tenha passado por momentos de desinteresse, como nos anos 90, por exemplo, época em que as enterradas estavam se tornando repetitivas e alguns atletas venceram o torneio com performances medianas.

Minha idéia era escrever um pouco sobre Michael Jordan, do Chicago Bulls, e Dominique Wilkins, do Atlanta Hawks, que travaram os grandes confrontos da história do Slam Dunk Contest nos anos 80. Mas mudei meu plano - e explico o porquê. Quando fui checar a data dos confrontos na lista dos campeões, tive uma grande surpresa. O vencedor do torneio de 1986 foi Spud Web. E daí? Webb tinha 1,70m de altura (algumas fontes dizem 1,68m)! - e venceu o campeonato daquele ano em uma final contra Wilkins, seu companheiro de equipe no Atlanta e então detentor do título. Aliás, Spud Webb é até hoje o mais baixo jogador a levar para casa esse troféu.

Além do Atlanta, o armador Spud Webb jogou pelo Sacramento Kings, onde teve sua melhor fase, atuando como titular de 1992 a 1995, Minessota Timberwolves e Orlando Magic, equipe em que encerrou a carreira. Teve média de quase dez pontos por jogo em 12 temporadas na NBA.

No próximo fim de semana escrevo sobre os confrontos Jordan x Dominique, se o acaso permitir.

por Thiago





Tecnosfera: Arte em pixels

15 05 2008

Vai dizer que não dá uma vontade de passear aí dentro

Desde minha infância sempre fui tão fascinado quanto inepto com as artes visuais. Lembro das tardes de domingo de minha época infanto-juvenil perdidas em frustração tentando desenhar algo remotamente interessante.

Lembro que olhava um desenho que apreciava e pensava: “Raios, o desgraçado usa o mesmo lápis do que eu! Como que ele faz isso e eu não?” A ferramenta certa na mão de quem entende do assunto faz toda a diferença.

Hoje uso calças longas e barba na cara, mas a frustração se mantém. Em particular quando penso que: “Raios, esse desgraçado usa só quadradinhos coloridos.”

O pixel art ou arte digital é familiar para todos aqueles que passaram madrugadas acordadas nos anos 80 e 90 jogando nintendo ou genesis apesar das constantes advertências de suas respectivas figuras paternas. Ela consiste em desenhar pixel por pixel uma imagem.

A prática ganhou espaço nos últimos anos para a criação e venda de ícones e para imagens para celulares e possui uma linguagem própria, dotada de charme retrô, uma espécie de ingenuidade infantil anterior a esses games em 3D e dinossauros gigantes do cinema.

Senhor do Anéis versão pixel

Porém o interessante é que muitos artistas conseguem também fazer imagens realísticas com os bloquinhos e como muitas das imagens são feitas com programas extremamente simples como o MS paint.

Clique nas imagens para conferir dezenas de outras amostras de pixel art nos na revista eletrônica de arte digital Smashing Magazine e no blog Pixel Fantasy.

por Solari