Tecnosfera: Arte em pixels

15 05 2008

Vai dizer que não dá uma vontade de passear aí dentro

Desde minha infância sempre fui tão fascinado quanto inepto com as artes visuais. Lembro das tardes de domingo de minha época infanto-juvenil perdidas em frustração tentando desenhar algo remotamente interessante.

Lembro que olhava um desenho que apreciava e pensava: “Raios, o desgraçado usa o mesmo lápis do que eu! Como que ele faz isso e eu não?” A ferramenta certa na mão de quem entende do assunto faz toda a diferença.

Hoje uso calças longas e barba na cara, mas a frustração se mantém. Em particular quando penso que: “Raios, esse desgraçado usa só quadradinhos coloridos.”

O pixel art ou arte digital é familiar para todos aqueles que passaram madrugadas acordadas nos anos 80 e 90 jogando nintendo ou genesis apesar das constantes advertências de suas respectivas figuras paternas. Ela consiste em desenhar pixel por pixel uma imagem.

A prática ganhou espaço nos últimos anos para a criação e venda de ícones e para imagens para celulares e possui uma linguagem própria, dotada de charme retrô, uma espécie de ingenuidade infantil anterior a esses games em 3D e dinossauros gigantes do cinema.

Senhor do Anéis versão pixel

Porém o interessante é que muitos artistas conseguem também fazer imagens realísticas com os bloquinhos e como muitas das imagens são feitas com programas extremamente simples como o MS paint.

Clique nas imagens para conferir dezenas de outras amostras de pixel art nos na revista eletrônica de arte digital Smashing Magazine e no blog Pixel Fantasy.

por Solari





Tecnosfera: Obvious

26 03 2008

obviousedit2.jpg

clique na imagem acima para conferir o blog Obvious

Essa dica é para os apreciadores da fotografia artística, com ênfase na arquitetura. O Obvious é um blog conjunto de colaboradores que se não me engano são de diferentes nacionalidades, e escrevem sobre o Rio de Janeiro, Madri, Nova Iorque e outras cidades. Não sou especialista em fotografia, confesso que até tenho até certa ressalva com a fotografia artística em geral salvo raríssimas exceções (por favor, poupem-me das pedradas).

No entanto, o Obvious me dobrou. Até mesmo pra mim que sempre se sentiu um leigo nesse quesito, o uso de formas, cores, sombras, temas, texturas, enfim… pra que gastar milhares de palavras tentando descrever as imagens? Convido os leitores do Depressão pós-cafeína a investirem um pouco do seu tempo conferindo o Obvious.

As fotografias são acompanhadas por textos relacionados às imagens, mas mesmo sendo eles de qualidade indiscutível, essa parte do blog já não me atrai tanto salvo um ou outro texto. Gosto quando os escritos são mais explicativos e históricos, porém os de ficção tem sucesso irregular para o meu gosto.

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Gostaria de sugerir três matérias em particular para os leitores do Depressão pós-cafeína: O belíssimo ensaio sobre o bairro da Lapa no Rio de Janeiro e a série de fotografias de bonecas postadas pela carioca Priscilla Santos. E também o artigo sobre o museu do artista plástico suíço H. R. Giger, que concebeu o Alien para o filme de Ridley Scott de mesmo nome. O bar do sujeito, que pode ser visto na foto acima, não é exatamente o lugar mais convidativo para se tomar uma cerveja com os amigos.

por Solari